Objetivo

. Formar multiplicadores dos aprendizados (conhecimentos e práticas);
. Empoderar possíveis lideranças, dando destaque para diferentes dons de liderança;
. Contribuir para construir novas posturas e atitudes de liderança, com capacidade de ouvir, construir diálogos e resolver conflitos;
. Fortalecer habilidades coletivas nos níveis local e regional;
. Consolidar redes territoriais (compostas por diversas organizações) para realizar trabalhos coletivos em Agricultura Resiliente ao Clima.

Públicos

Metade das vagas é para agricultores/as e a outra metade para técnicos/as.
O programa prioriza a participação de mulheres (50%), jovens (pelo menos 40%) e distintos grupos étnicos (60% pessoas não brancas, povos originários e comunidades tradicionais).

Critérios para seleção

Que vivam ou trabalhem nos/as seguintes territórios/comunidades:

Brasil: 34 territórios de todos os estados do Semiárido brasileiro
Clique aqui para acessar os nomes das comunidades

Argentina: Norte da Argentina: províncias de Salta, Santiago del Estero, Chaco, Formosa, Santa Fe, Córdoba, Tucumán e La Rioja

El Salvador: Territórios do Corredor Seco: Regiões Leste, Paracentral, Central e Oeste

Que correspondam aos perfis abaixo:

Agricultores/as familiares que…
. Exercem algum tipo de liderança e inspiram outras pessoas com seu modo de ser, agir e viver
. Capacidade desenvolvida de experimentação/inovação de práticas
. Histórico de trabalho na comunidade com organizações de base comunitária
. Envolvimento e comprometimento com a construção de articulações locais e regionais


Técnicos/as que…

. Trabalham em instituições públicas e privadas de assistência técnica e extensão rural
. Desempenham papel de multiplicadores/as de conhecimentos
. Apoiam a transição da agricultura convencional para práticas agrícolas resilientes ao clima e agroecológicos
. Possuam vínculos com os territórios e comunidades da área de abrangência do Programa de Formação
. Disponibilidade de apoiar os/as agricultores/as nos trabalhos inter-modulares e no período pós-curso
. Abertura para articular estes trabalhos com projetos existentes dentro do sistema de ATER em vigência

O que a formação oferece

. Espaço de reflexão sobre diversos temas relacionados à Agricultura Resiliente ao Clima (ARC) ;
. Abordagem com foco nas experiências e práticas da ARC, como gestão do solo, água e agrofloresta.
. Promoção de novas práticas em ARC nos territórios dos participantes;
. Ensinamentos sobre “O QUE” (gestão de solos, águas e agroflorestas) e também sobre “COMO SE FAZ” (novas práticas, metodologias e tecnologias inovadoras);
. Conteúdos baseados nos conhecimentos das famílias, comunidades tradicionais e povos indígenas, assim como de organizações sociais, centros de pesquisa e universidades da Argentina, El Salvador e Brasil;
. Metodologias inovadoras para difundir os conhecimentos e experiências sobre ARC, a partir dos conceitos e preceitos da Educação Popular e da Pedagogia da Alternância, com vivências enraizadas na realidade comunitária;

Também serão oferecidos:

. Materiais didáticos e recursos multimídias exclusivos
. Biblioteca online
. Certificação validada por organismos públicos e privados das três regiões

O que a formação pretende

. Ampliar a compreensão dos processos, métodos e tecnologias que aumentam a resiliência das comunidades;
. Desenvolver a capacidade de replicar as experiências de Agricultura Resiliente ao Clima em outros ambientes e escalas;
. Fortalecer as habilidades para intervir em programas e políticas públicas voltados para segurança alimentar e nutricional, segurança hídrica e agricultura resiliente ao clima.

Ensino à Distância

A plataforma que tornará possível o Ensino à Distância é a Moodle, um software livre de apoio à aprendizagem em ambiente virtual. O Moodle está disponível em 75 línguas diferentes e é usado em mais de 175 países.
Para servir a este programa de formação, o Moodle foi adaptado pela equipe da Gerência de Educação e Treinamento do Instituto Nacional de Tecnologia e Agropecuária (INTA), na Argentina.

Como acessar a plataforma

O Moodle pode ser acessado por celular ou computador. Alguma especificidade? Qual vai ser o link? O que mais podemos dizer aqui?

Na Argentina e em El Salvador, haverá centros de conectividade próximos às comunidades onde vivem os/as participantes da formação. A ideia é que os/as educandos/as acessem sem dificuldade à internet para acompanhar as aulas síncronas e também baixem em seus celulares os materiais das aulas que não necessitam de acompanhamento online (assíncronas). Também, haverá um espaço para mostrar trabalhos realizados e interagir com outros participantes e educadores/as.

Equipe de apoio

Tutores tecnológicos vão assessorar os/as participantes a manejar a plataforma do curso e outras necessidades ligadas ao campo da conectividade. Monitores pedagógicos também serão contratados para acompanhar os/as educandos, dando suporte nas atividades que deverão ser realizadas nas comunidades e no processo de articulação com outras organizações no âmbito territorial.

Formato

Primeira etapa

5 meses de duração – março a julho.2022
As aulas estão organizadas em 4 módulos e acontecerão entre março e julho, com um encontro de encerramento programado para o início de agosto de 2022. Cada módulo dura 3 semanas.

As aulas serão uma mistura de aulas síncronas e assíncronas.
Aulas síncronas são aulas onde todos participam conectados no mesmo momento.
Aulas assíncronas são sessões sobre tópicos específicos do currículo que cada estudante ou grupo de educandos/as podem ver/assistir dentro do tempo deles. Podem ser vídeos gravados, filmes, podcasts, radionovelas ou algo semelhante;

Entre um módulo e outro, haverá um intervalo de 2 semanas para trabalhos intermodulares -tempo comunidade – voltadas para um processo de pesquisa-ação.

Os trabalhos intermodulares são atividades que devem ser realizadas nos territórios, de preferência de forma coletiva, com o envolvimento dos tutores pedagógicos.

Segunda etapa

4 meses de duração – agosto a novembro.2022
Após as aulas, haverá um período de 4 meses para o planejamento e implementação de Planos de Ação em Agricultura Resiliente ao Clima nas comunidades/ territórios. Estes Planos serão construídos em parceria com organizações locais, tendo como foco adaptar inovações no campo tecnológico e metodológico para novos contextos, a partir das afinidades e áreas de interesse de cada um/a dos/as educandos/as.

Carga horária

A carga horária das aulas será de 102 horas, divididas da seguinte forma: 42h de aulas síncronas e 60h de aulas assíncronas.

Temas

Cada módulo tem um tema principal e vários sub-temas, com destaque para sistematizações de experiências significativas em ARC que serão aprofundados ao longo de 3 semanas de aulas, além de metodologias inovadoras que auxiliam as intervenções no contexto de cada comunidade e território.

 

Módulo 1
Principais conceitos sobre a situação dos territórios latino-americanos frente às mudanças climáticas.

Vamos entender mais a fundo…
. Nossa identidade pessoal, comunitária e territorial: qual é nossa trajetória no tempo e no espaço;
. Os problemas quanto os riscos/ ameaças aos territórios dos Semiáridos em suas diferentes dimensões (sociais, ambientais e econômicas);
. De que modo ocorrem as mudanças climáticas e quais são seus impactos sobre os processos produtivos;
. As políticas públicas existentes de desenvolvimento rural frente às mudanças climáticas (o “estado da arte”);
. Vamos nivelar conceitos básicos sobre Agricultura Resiliente al Clima com base nos princípios da agroecologia.

Módulo 2
Gestão sustentável de bens comuns e recursos naturais na Agricultura Resiliente ao Clima (ARC): terra e água.

Neste módulo, pretendemos:
(i) Socializar estratégias inovadoras sobre o uso e gestão da terra e água para os Semiáridos;
(ii) Mostrar tecnologias adaptadas para a preparação e tratamento dos solos e a captação e armazenamento da água;
(ii) Refletir sobre experiências de defesa dos bens comuns e normativas/políticas para a proteção de conhecimentos e práticas dos povos originarios e tradicionais;
(iii) Mostrar formas de monitorar as mudanças que sucedem a partir do uso de tecnologias adaptadas aos Semiáridos.

Módulo 3
Práticas e tecnologias inovadoras para processos de produção de Agricultura Resiliente ao Clima (ARC) no Semiárido.

Neste módulo, pretendemos:
(i) Compreender as dinâmicas em curso nos diferentes “sistemas” e “subsistemas” e de que maneira são afetados por diversas práticas de preservação, manejo e recuperação da biodiversidade;
(ii) Aprofundar o olhar para as práticas de Agricultura Resiliente ao Clima que revelam o uso de tecnologías adaptadas a terras secas e que possam ser efetivas na luta contra a desertificação e as mudanças climáticas;
(iii) mostrar a importância de desenvolver mecanismos para monitorar as mudanças nos agrossistemas como provas concretas de estratégias de mitigação e adaptação diante das mudanças climáticas.

Módulo 4
Estratégias e instrumentos de participação em programas e políticas da ARC no Semiárido

Neste módulo, pretendemos:
(i) Aprofundar o olhar para o uso de algumas metodologias participativas que fazem uso da abordagem “campesino a campesino” e ver sua aplicabilidade em processos formativos e organizativos em ARC;
(ii) Avaliar criticamente os modelos de ATER que existem (fortalezas e fragilidades) e construir estratégias para qualificar os mesmos através da articulação interinstitucional ao nível territorial; (iii) Avaliar a possibilidade de replicação e escalonamento de inovações tecnológicas e metodológicas;
(iv) Discutir estratégias de monitoramento das mudanças na sustentabilidade e resiliência dos agroecossistemas depois do uso de algumas práticas/técnicas e a construção dos indicadores (sociais, ambientais, econômicos) para estas mensurações/ medições;
(v) Discutir a participação de mulheres e povos tradicionais e originários na construção de inovações e projetos coletivos;
(v) Fazer um balanço geral dos programas e políticas que têm sido exitosos no contexto dos Semiáridos e que possam apoiar a implementação de propostas de Agricultura Resiliente ao Clima.

Equipe

. Coordenação Geral dos Programas de Formação
. Assessores pedagógicos para nortear a construção pedagógica das várias etapas da formação;
. Educadores/as com experiência nos temas: professores/as de universidades, técnicos e técnicas de organizações da sociedade civil e agricultores/as experimentadores/as dos três países envolvidos na iniciativa;
. Monitores/as que acompanharão os/as participantes de forma mais próxima, auxiliando-os/as inclusive no acesso à plataforma do curso e no desenvolvimento dos trabalhos práticos;
. Assessores/as de comunicação social para auxiliar a produção de materiais escritos e multimídia e apoiar a construção de uma estratégia de sistematização participativa.

Comitês pedagógicos

Para contribuir com a construção dos programas de formação, foi criado em cada país envolvido no DAKI SV um fórum formado por representantes de organizações da sociedade civil, universidades, centros de pesquisa. Representantes destes 3 Comitês pedagógicos formam uma Comissão Pedagógica Regional, que se reúne de tempos em tempos e exerce um papel fundamental no monitoramento do andamento dos 3 programas de formação.

Clique aqui para ver a lista das organizações.

Parcerias

A construção deste Programa de Formação conta com aportes de uma diversidade de atores sociais: universidades, instituições de pesquisa e organizações da sociedade civil.
Estas parcerias também têm o intuito de consolidar as redes territoriais existentes que sustentam as iniciativas organizativas das famílias campesinas, assim como as dos povos originários e das comunidades tradicionais.