8 de março de 2022

Amanhã (9), às 13h, será lançado o Programa de Formação em Agricultura Resiliente ao Clima, uma ação do projeto DAKI Semiárido Vivo. A transmissão do evento pode ser acompanhada via Youtube do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), ligado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina. O INTA é a instituição responsável pelo suporte tecnológico ao ensino à distância.

Direcionada para cerca de 1,3 mil agricultores, agricultoras, povos indígenas, comunidades tradicionais e técnicos e técnicas que atuam em organizações de assessoria técnica rural, a formação pretende ampliar as habilidades e conhecimentos necessários para o enfrentamento às mudanças climáticas.

Os participantes do programa de formação são de três das quatro áreas secas da América Latina: Semiárido brasileiro, Chaco argentino e Corredor Seco de El Salvador.

Apesar de ter lugar num ambiente virtual e de reunir pessoas de regiões distantes da América Latina, o programa promove a formação e o reforço de redes territoriais que trabalham na agricultura resiliente.

“A proposta é de contribuir para o enraizamento do processo de aprendizagem a partir de uma abordagem territorial. Procuramos enraizar o processo de aprendizagem não só nos participantes diretamente envolvidos nas sessões educativas, mas também nas pessoas que vivem nestas comunidades, nestes territórios, nos diferentes atores sociais, nas organizações de referência”, explica a coordenadora da componente de formação do projeto DAKI Semiárido Vivo, Rodica Weitzman.

O projeto Daki – Semiárido Vivo é uma ação em rede realizada em três grandes regiões semiáridas das Américas: duas delas na América do Sul – o Semiárido Brasileiro e o Gran Chaco na sua área localizada na Argentina – e outra na América Central, que é o Corredor Seco no território de El Salvador.

Com o apoio do FIDA, esta iniciativa centra-se em duas áreas temáticas principais: sustentabilidade ambiental e alterações climáticas.

A ação identificará metodologias eficazes para reforçar tanto a resiliência das populações rurais que vivem nestas áreas como o equilíbrio ambiental, apesar dos aumentos reais das altas temperaturas globais.

A iniciativa é sustentada por duas grandes redes de organizações da sociedade civil que atuam nas áreas secas do continente: Articulação Semiárido (ASA) (https://asabrasil.org.br/) e Plataforma Semiáridos (https://www.semiaridos.org/pt-br/).

As ações do DAKI são ancoradas por três organizações: no Brasil, a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), entidade jurídica que representa a rede ASA. Na Argentina, a Fundação para o Desenvolvimento em Justiça e Paz (Fundapaz). E, em El Salvador, a Fundação Nacional para o Desenvolvimento (FUNDE).

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