11 de março de 2022

Na quarta-feira 9 de março, o Programa DAKI Semiárido Vivo realizou a aula inaugural do seu primeiro programa de formação. Com uma participação maciça não só pelos mais de mil participantes registados, mas também por alguns dos principais parceiros estratégicos, o painel de boas-vindas revistou os pontos importantes da proposta.

Após esta aula inaugural, terão início os processos de capacitação dos tutores pedagógicos e tecnológicos e dos educandos/as para o uso da plataforma Moodle onde acontecerá o ensino à distância. Após o dia 15 de março, os inscritos/as receberão um email com um link e uma senha para que acessem a plataforma. Estes processos acontecerão até dia 1º de abril. Quatro dias depois (5 de abril), as aulas do primeiro módulo começarão.

Aula inaugural – Na mesa de abertura, Antônio Barbosa, coordenador geral do projeto DAKI SV, saudou especialmente os agricultores, povos indígenas e comunidades camponesas das três regiões participantes (Semiárido Brasileiro, Gran Chaco e Corredor Seco da América Central), os principais destinatários desta formação, que definiu como um “processo desafiante de aproximação das pessoas”.

Diego Ramilo, Engenheiro Florestal representante do Instituto Nacional de Tecnologia Agrícola (INTA), ligado ao Governo da Argentina, também participou da aula inaugural. O DAKI SV tem uma aliança institucional a nível da América Latina com o INTA, através da qual o Instituto argentino aporta o seu sistema de Educação à Distância, da perspectiva tecnológica e metodológica.

Diego comentou sobre um senso de responsabilidade com o coletivo que o move há algum tempo: a “profunda preocupação sobre como ajudamos as comunidades camponesas e indígenas da agricultura familiar a adaptarem-se aos fenômenos das alterações climáticas, que são totalmente evidentes”. Dentro das contribuições do INTA para o DAKI, destacou o trabalho da equipa de Ana Sonsino, através da plataforma de ensino à distância PROCADIS, com 20 anos de experiência em educação à distância, promovendo o desenvolvimento, inovação e transferência do conhecimento da INTA. “Toda a sua equipe técnica trabalhou na criação da sala de aula virtual, organizou o conteúdo da abordagem pedagógica da educação de adultos, juntamente com colegas do DAKI, coordenou o acompanhamento de todas as pessoas inscritas na plataforma, e disponibilizámos especialistas em ensino para apoiar os tutores que acompanharão este curso”, entre outras coisas.

Claus Reiner, diretor do escritório do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no Brasil, expressou a sua felicidade e gratidão por fazer parte desta aula inaugural. Ele destacou dois pontos centrais do Projeto DAKI Semiárido. “A primeira é a enorme diversidade do projeto, que pode ser vista aqui com três regiões, duas línguas, agricultores, comunidades indígenas tradicionais, sociedade civil, universidades, centros de investigação. Aqui temos um projeto de cooperação sul sul desde a concepção até à implementação, é um ponto muito forte e não é fácil de encontrar”.

Por outro lado, mencionou que o projeto é implementado pela sociedade civil organizada, representada por duas grandes articulações, a Articulação Semiárido (ASA) e a Plataforma Semiáridos da América Latina. Na execução das ações, estão a Fundação Nacional para o Desenvolvimento (FUNDE), a Fundapaz e a Associação do Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC). Além disso, existem parcerias com ONGs da região tais como a Fundación Plurales, AVINA – Nanum Mujeres Conectadas – Fundação Gran Chaco, JUM, Fundação Hugo do Paraguai, EDIPAJ, CERDET da Bolívia, entre outras.

Em seguida, foi partilhado com os participantes um vídeo muito emocionante sobre o 1º Programa de Formação em Agricultura Resiliente Climática, com declarações dos próprios participantes em diferentes partes das regiões.

ASSISTA AQUI: Sede de Saberes: povos das áreas secas da América Latina

Rodica Weitzman, coordenadora da componente de formação do projeto DAKI Semi-Árido Vivo, fez em seguida uma apresentação detalhada do programa de formação, o seu conteúdo, metodologia e estrutura. Antes de começar, esclareceu: “Muitos de vós já tiveram momentos em que falámos sobre como o programa será estruturado, como será abordado metodologicamente, qual é a abordagem sistemática, e todos esses pormenores. Mas pensámos que hoje era importante trazer isto à tona de uma forma mais precisa, para ajudar a esclarecer quaisquer dúvidas.

CONHEÇA O PROGRAMA DE FORMAÇÃO

Apresentando a sala de aula virtual – O próximo passo foi a apresentação da plataforma online onde todo o curso terá lugar, que esteve a cargo de Nancy Elías e Carolina Wojtun, da equipe do Projeto de Formação à Distância – PROCADIS do INTA. “Estamos realmente felizes porapoiar esta proposta do Departamento de Gestão de Formação e Educação e oferecer toda a nossa experiência para que os objetivos e expectativas que temos com este curso possam ser alcançados”, comentou Nancy.

Carolina Wojtun mostrou a sala de aula virtual onde o programa terá lugar e comentou que toda a plataforma e conteúdo será em espanhol e português.

Por fim, Júlia Rosas, da equipe do projeto DAKI Semiárido Vivo, apresentou o perfil dos inscritos. Dos 1669 registos totais, 48% são do Gran Chaco, 33% do Semiárido brasileiro e os restantes 19% do Corredor Seco da América Central. Quarenta e um por cento são jovens com menos de 31 anos de idade. Sessenta e oito cento são mulheres e 42% homens. Sessenta e seis por cento são povos indígenas, camponeses e agricultores.

Repercussões –  Na sala da plataforma virtual onde esta atividade teve lugar, as repercussões não tardaram a chegar. Para além das respectivas apresentações de diferentes partes da região, os participantes mostraram o seu entusiasmo. Eliane Almeida comentou: “Estou muito feliz por este momento. Bem-vindos a todos vós, irmãos e irmãs da América do Sul.

Érica Rodrigues Oliveira salientou que “é de fundamental importância investir no conhecimento, para que os agricultores compreendam e alcancem uma agricultura sustentável”.

“Que emocionante, todos os tópicos e o material parecem espantosos”, disse Jacqueline Flores.

Se você perdeu a aula inaugural do 1º Programa de Formação em Agricultura Resiliente ao Clima do Projeto DAKI Semiárido Vivo, pode vê-lo aqui.

 

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