18 de novembro de 2021

O programa vencedor será uma das 10 experiências sistematizadas em profundidade pelo Projeto DAKI Semiárido Vivo e servirá de inspiração para os alunos do programa de treinamento em Agricultura Resiliente ao Clima oferecido por esta iniciativa.

Este prêmio tem sido realizado desde 2015 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP). É parte de um chamado global lançado anualmente com o objetivo de recompensar iniciativas que buscam soluções para combater a crise climática e são impulsionadas localmente, promovendo a democracia, a igualdade de gênero e a luta pelos direitos da mulher. Entre as mais de 150 propostas apresentadas este ano, 3 foram selecionadas, incluindo o Programa de Defensores do Meio Ambiente, promovido pela organização Fundación Plurales e o Fondo de Mujeres del Sur (Córdoba, Argentina), com o apoio da União Europeia.

Esta iniciativa de inovação social se baseia no apoio (comunicação, financeiro, técnico, etc.) a grupos de mulheres para fortalecer seus processos organizacionais de luta por seus direitos (água, terra, ambiente saudável, etc.) a partir de uma perspectiva de justiça social e de gênero.

“O Programa Defensores do Meio Ambiente articula diferentes estratégias com mulheres indígenas, camponesas e urbanas (…) para tornar visíveis as lutas e resistências das defensoras do meio ambiente feminino; para acompanhar o fortalecimento das capacidades organizacionais e de defesa; para gerar diversos espaços de redes, articulações e alianças entre grupos; e para implementar diversos apoios para monitorar, trocar e produzir informações sobre situações de violação dos direitos humanos a partir de uma perspectiva socioambiental e de gênero”.

Deve-se notar que este programa foi um dos casos selecionados na região do Chaco do projeto DAKI Semiárido Vivo para a etapa de sistematização profunda das experiências bem sucedidas.

O projeto DAKI Semiárido Vivo é uma ação em rede promovida pela Plataforma Semiáridos de América Latina e ASA, com execução das organizações da sociedade civil FUNDE (El Salvador), FUNDAPAZ (Argentina) e AP1MC (Brasil) e financiada pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA). A iniciativa possui duas etapas importantes: a de sistematização e o processo de formação em Agricultura Resiliente ao Clima.

A etapa de sistematização envolve duas estratégias que andam de mãos dadas: primeiro, um levantamento dos casos, práticas, conteúdos e sistematizações existentes nas regiões abrangidas pelo projeto (Semiárido Brasileiro, Corredor Seco da América Central e região do Chaco na Argentina), com o objetivo de organizar o conhecimento acumulado sobre os eixos da sustentabilidade ambiental e da mudança climática. Posteriormente, um profundo processo de sistematização é desenvolvido em algumas dessas experiências bem sucedidas, favorecendo a produção de novos conhecimentos que podem ser replicados em outras regiões semiáridas.

Da mesma forma, os conteúdos coletados e elaborados serão transformados em produtos pedagógicos que serão utilizados para o Curso de Treinamento em Agricultura Resiliente ao Clima. Isto acontecerá com o conhecimento gerado a partir da sistematização da ação das defensoras ambientais na Argentina.
O modelo 1 do Programa de Formação será realizado através de uma plataforma de ensino à distância e é destinada a agricultores, técnicos e membros de organizações sociais de base relacionadas com o assunto (com cotas específicas para garantir a participação e envolvimento de mulheres, jovens e membros de comunidades indígenas).

 

 

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