16 de julho de 2021

Com a presença de representantes de organizações sociais de cinco países da América Latina (Argentina, Paraguai, Brasil, El Salvador e Honduras) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Projeto DAKI Semiárido Vivo realiza hoje (15) um seminário online para apresentar o método que será usado para realizar os estudos de caso das experiências de Agricultura Resiliente ao Clima (ARC).

Trata-se do Método de Análise Econômico e Ecológico dos Agroecossistemas (LUME), desenvolvido pela organização brasileira ASPTA. Através de um enfoque mais sensível às relações sociais, ambientais e econômicas, o LUME fornece informações quantitativas e qualitativas para uma observação mais apurada das complexidades de núcleos, seja familiar, seja comunitário, que resistem às perturbações de diversas ordens, como climáticas e políticas.

“Este método é uma ferramenta importante para o DAKI SV porque é pensado a partir da perspectiva agroecológica, que valoriza e fortalece o conhecimento popular. Ele vai nos ajudar a observar as experiências aprofundando ainda mais a nossa observação”, comentou Antônio Barbosa, coordenador geral do projeto DAKI SV.

Outra qualidade aportada pelo LUME ao projeto é fornecer informações e dados a partir de um método compartilhado com as três regiões da América Latina onde o DAKI atua. “Além dos agroecossistemas, queremos também olhar para os territórios a partir deste método”, observa Esther Martins, gerente do componente de sistematização do projeto DAKI SV.

Na primeira parte do Seminário, foram apresentadas as três regiões do Daki: a parte do Chaco que se localiza na Argentina e Paraguai, o Semiárido brasileiro e o Corredor Seco. Na etapa seguinte do evento, o LUME será apresentado com mais detalhes, assim como o cronograma de ação para que os estudos de casos sejam realizados.

Sobre o DAKI SV – Trata-se de uma iniciativa de construção de conhecimentos sobre a agricultura resiliente ao clima a partir das experiências de comunidades e famílias agricultoras que se localizam em territórios secos da América Latina, que ocupam 160 milhões de hectares e vivem cerca de 52 milhões de pessoas.

Para construir esse conhecimento, o Daki SV se sustenta em dois eixos. A identificação do conhecimento já sistematizado com relação a estas experiências e também a sistematização de práticas escolhidas nas regiões. O segundo eixo é criação e execução de um programa de formação direcionado para mais de 1,3 mil agricultores familiares e técnicos de organizações de fortalecimento da agricultura familiar em áreas mais atingidas pelas mudanças climáticas. O primeiro curso do programa de formação começa em novembro de 2021.

O DAKI-Semiárido Vivo foi articulado por duas redes que atuam nas áreas secas do continente: a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e a Plataforma Semiáridos da América Latina. Em uma das três regiões, uma organização da sociedade civil ancora a sua execução. No Brasil, a Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), responsável pela gestão física e financeira das ações da ASA. No Grande Chaco, a Fundação para o Desenvolvimento da Justiça e Paz (FUNDAPAZ) e, no Corredor Seco, a Fundação Nacional para o Desenvolvimento (FUNDE).

O projeto é financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), uma agência de financiamento ligada ao sistema das Nações Unidas (ONU) e voltada para as populações rurais e ampla atuação na América Latina.

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