16 de abril de 2021

O projeto Daki Semiárido Vivo foi apresentado, na manhã de hoje (16), para os/as coordenadores/as dos projetos apoiados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) no Brasil e também para algumas iniciativas internacionais do FIDA com atuação no Brasil: Viva o Semiárido, Pró-Semiárido, Paulo Freire, Dom Hélder Câmara II, Procase, Aksaam, Innova AF e Semear Internacional. Em quase duas horas de reunião, foram compartilhados os objetivos, estratégias de ação e áreas de atuação do Daki SV e conversado sobre os espaços de troca de experiências entre os projetos FIDA no Brasil.

Também participaram da reunião a equipe do Daki no Brasil e os coordenadores regionais da iniciativa no Corredor Seco/América Central, Ismael Merlos, e no Chaco Trinacional/Argentina, Bolívia e Paraguai, Gabriel Seghezo, que está assumindo interinamente a coordenação geral do projeto Daki SV neste mês.

A Articulação Semiárido Brasil (ASA), uma das redes envolvidas diretamente no Daki Semiárido Vivo, foi representada por Alexandre Pires, da coordenação nacional. Hardi Vieira e Leonardo Bichara representaram o FIDA e Rodolfo Daldegan, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Além de apresentar as ações do Daki Semiárido Vivo, a reunião teve como objetivo conectar o novo projeto às demais ações financiadas pelo FIDA no Brasil, cujas atuações estão centradas, principalmente, na região semiárida. “Ao nos conectar, potencializamos o desenvolvimento de capacidades e ampliamos a nossa convergência e coesão na defesa da convivência com o Semiárido”, afirma Alexandre Pires. “Queremos convidá-los a pensar como o Daki pode apoiar ao que já existe hoje”, reforçou Gabriel Seghezo.

Segundo Hardi Vieira, o projeto Daki Semiárido Vivo surge a partir da percepção do FIDA da existência de lacunas importantes na capacitação dos técnicos em agricultura resiliente ao clima. Por isso, o Daki SV apresenta um programa de formação para ampliar estas capacidades na assistência técnica rural seja governamental, seja das instituições da sociedade civil. “É da natureza e do desenho do Daki permitir trocas de conhecimentos nas áreas secas da América Latina para que o conhecimento gerado nos países passem para outro país mais rapidamente”, comenta o representante do FIDA.

Na reunião, também foi compartilhado o esforço do projeto Daki SV em levantar informações sobre experiências já sistematizadas sobre a capacidade das famílias e comunidades rurais resistirem às adversidades do clima. Como vários projetos do FIDA no Brasil atuam com sistematização de experiências, foi solicitado apoio a este levantamento para evitar repetição de ações. “Não viemos duplicar nenhuma ação que já está realizada, nem técnica, nem política. Quemos ver como nos complementamos para maior impacto das nossas ações”, ressalta Gabriel.

“Este esforço de mapeamento das experiências vai nos permitir valorizar o que já está sistematizado para gerar conteúdo para a formação que vamos realizar”, acrescenta Alexandre, destacando também que o diálogo com os projetos FIDA é muito importante para ajudar a definir as pessoas que participarão dos processos de formação”.

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